(Re)Encontre-se

Por vezes ficamos perdidos. Perdidos em nós mesmos, desencontrados nesse mundo e incapazes de viver coerentemente. São tantos esconderijos interiores fazendo-nos desligar das emoções. E acabamos encolhidos num canto particular, enrijecidos e magoados. Perdição que procuramos, perdição que queremos. Cada um sabe dos seus medos, suas mazelas, seus maiores pecados e pontos mais sensíveis. Contudo, esses lados nossos estão sempre à frente e acabam transbordado.

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Você é o que tenta transparecer?

self-portrait-1707955_960_720Sim, esse sou eu. (Posso até dizer noutra língua: yes, that’s me.) E nos parênteses que abrimos nessa vida, é que sigo essa longa jornada. Pois às vezes, precisamos pensar mais em nós mesmos. Esquecer o que vão falar. Chegar no espelho, olhar mais profundamente e dizer “é assim que sou”. Carregamos tantos pesos em nossas costas pelo que tentam nos induzir a ser (pesos que não são nossos e, por ventura acabada sendo), que cansados. Eu cansei. É tanto plástico querendo se passar por vidro, tanta vela fingindo-se de lâmpada, tanta pessoa tentando ser que não é. Continuar lendo

Cor para todo gênero

wp-1484442402682Estava eu fazendo as palavras cruzadas de um jornal. No meio do entrelaçado de todas as palavras, veio a pergunta: “cor de menino?”. No espaço oferecido, são só quatro quadradinhos e nas respostas está “azul”. Mas a cor de um menino realmente é azul? Quando quem ou o quê criou as cores foi logo taxado o azul como “cor somente de menino”? E também o rosa, sendo o oposto, “de menina”? São padrões da sociedade.

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