Dicionário pessoal

Um dia desses, estive pensando sobre dicionário. Não aquele livro tradicional, com significados das coisas, no entanto, algo pessoal. Temos palavras dentro de nós, que tomam conta de tudo. Resumem–se tampouco em sons, mas também, em atos, pensamentos e modo de viver. Um grande passo é rever se realmente o sentido de cada uma não está deturpado, ou então, algumas precisam ser realmente deletadas.

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Indicação e indicados ao prêmio “Versatile Blogger Award”

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Depois de muitos sorrisos e muita alegria, soube da indicação. A gentilíssima blogueira Marcela Carvalho  indicou o Pedaços da Minha Vida ao “Versale Blogger Award”.

Para quem não sabe o que é esse prêmio, a Joy explicou muito bem: “[…] se trata de uma iniciativa para que os blogueiros destaquem o trabalho de outros blogueiros, tipo uma troca, sabe? Para incentivar ainda mais aos blogueiros a criarem conteúdos com muita qualidade e se manterem ativos — isso é quase um desafio.” Continuar lendo Indicação e indicados ao prêmio “Versatile Blogger Award”

Sobre o amor

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Em existência, decerto, consigo pouco imaginar um ser sem amor. Seria pútrido seu interior, contaminado da doença mais avassaladora que alguém possa ter: o desgosto. Estaria fadado ao intenso mau prazer. Um coração não pulsa sem ternura. Pararia–se o músculo, hoje em dia, da pedra mais dura (sendo num tempo atrás, duma carne bem macia, cheia de prazer).

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Outrora

O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. — Rousseau

O mais viável agora seria buscar a empatia. As pessoas se fecham tanto e quando querem sair, não podem mais. Existem outros casos, que alguém pode até se ferir. Machuca–se a tal ponto, dessa ferida nunca sarar. Sensível demais ao toque. Quando vai cicatrizando, logo volta tudo de novo. Arde por dentro e é agoniante saber que isso será carregado. Transtornos amorosos e cotidianos. Exclusão da vida e intensa falta de sentimentalismo. Vai–se diminuindo cada vez mais o interior e quando para–se para ver, sobrou somente uma partícula singela dum ser outrora exuberante.

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A única certeza

Parece meio vulgar ou indelicado dizer, com letras garrafais sobre nossa única certeza  morte. Estamos rodeados de incertezas e essa convicção torna–se a absoluta razão, para um mero mortal. Tanta preocupação e tentativa — em vão — de imaginar um amanhã almejado desde sempre. Porém, meu caro, o resultado depende da sua conduta. 

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Sobre o labirinto

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Eu hesitei tanto em não querer, acabei perdido num labirinto. Na verdade, quis estar, venerei tanto esse lugar. Entretanto, estou bem diferente, noutra fase. O tal momento entrou invadindo meu interior e quando percebi, já estava todo preenchido por um enorme sentimento. É até difícil abrir o jogo. Estava tão entediante meu dia a dia, logo resolvi destoar um pouco. Cheguei tão solitário aqui e logo fui sendo minha própria companhia — algo pouco peculiar. 

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Eu cresci

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Mãe, desculpe-me por todas as besteiras feitas por mim. Perdão pelo vaso de plantas quebrado, as paredes riscadas… Lembro-me das vezes onde eu fazia presentes na escola e entregava a você, com todo amor e carinho. Também recordo das broncas que eu levei, teus carinhos e beijos mais doces do mundo. Quando eu chorava na hora da entrada do colégio e contava todos os segundos possíveis até chegar à saída. E ia correndo encontrar seus braços… E as apresentações de Dia das Mães da escola, que eu ficava bem no fundo cantando, cheio de vergonha. 

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