O coração tem identidade

A verdade é que ele era bem sensível também. Tinha o coração mole. Só um “eu te amo”, já se derretia.

Pedro era quele tipo de carioca nato – a malandragem corria em suas veias. Andava sambando pelos Arcos da Lapa. Ao ranger da cuíca e o choro do cavaquinho, é que sorria mais. Nessa vida tinha três amores, Deus, sua tia Acácia e Marta – aquela paixão clichê de infância.

Todos sabem que o menino é apaixonado, mas ele isola o seu amor por Martinha. É inseguro, se sua amada é a “metade da laranja” dele.

Todas as manhãs, trocas de sorrisos eram vistas nas postas deles, antes de cansativos dias.

Marta mudou. Antes era aquela menina perfeita. Andava belamente, desfilando prosa. Mantinha-se bela. Só que o tempo a mudou, menos um quesito permaneceu intacto pela ação da vida: sua também “paixão clichê de infância” por Pedro.

Parece que o destino às vezes brinca de ser irônico.

O amor conhece o terreno onde ele pousa e o coração a ser de morada. Ele transforma a alma, transcendendo a vida em luz. As “borboletas no estômago”, quando voa, faz a mente flutuar. 

Um fato, os dois têm medo de abrir o coração. 

Nossos corações são codificados, para um dia acharmos números que coincidem. Em certos momentos, há um número errado, no entanto, quando iguais, só o amor pode explicar.

Será que a coragem de declarar o amor surgirá no meio de um medo? Só o irônico destino poderá responder.

Imagem Tumblr/ Arcos da Lapa, Rio de Janeiro
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