Pelas ondas que carregam

Imagem Tumblr/ Uma Pegada, Único Vestígio

Águas de Março, por onde andas, carregas histórias. Dos barcos, soltam-se vestígios, grãos de areia de outras praias navegam nessas ondas e atracam aqui. Iemanjá, dona das águas, mandou a maré brandar.

Aquele cais já foi palco de muitas peças de amor. Alguns dramas, encontros marcantes e até alguns homicídios… Porém, nesse dia, como toda paisagem, ele estava vazio. O único som ouvido era de umas gaivotas e o vento soprando cada vez mais.

Eis que um bebum aparece cambaleando e reclamando de suas “complicações”. Mexa no meu silêncio, então logo te mostro todo meu barulho. As ondas perderam o controle e o nível d’água começou a subir. Os peixes, antes pulantes, agora seguiam a alto-mar. E o bêbado foi ao encontro do mar. Foi devorado, duvidando de sua capacidade vingativa.

Se está tudo quieto, por que sempre há tendência de virar o jogo? O qual motivo de perturbados o cômodo?

Até a garrafa de cachaça foi levada. E toda situação, logo foi sendo controlada. Tudo estava como antes. Único vestígio daquele homem devorado eram suas pegadas. Nem os pescadores nesse dia resolveram entrar no mar estranhando tal calmaria. E os peixes saltavam novamente.

Será que alguém vira a situação? Se presenciaram, na hora de contar toda história, com certeza será taxada como “de pescador”. “Não mexa com quem está quieto”.

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