Dona Glória

Imagem Tumblr/ Traído

Dona Glória, dona da ladeira, não é do seu

feitio desamor e pavio curto de mulher.

Amante seu foi José Luiz a quem procuras,

aquele no pé do morro gritando seu nome.

 

Pela rua de pedras, desce a dona culpada.

Coração mole, mas quase endurecido.

Incógnita para Afonso, rei sem coroa,

cônjuge, beirando a janela com olhos bem

fitosos, pedindo água benta pra pingar

um pingo em sua testa e sanar seu tormento.

 

A faca de vossa senhoria bem afiada.

Punho fechado, ranger do metal, afiou.

Disse que a peixeira irá vadear hoje.

Tudo isso pra encobrir seu chapéu de boi.

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