Eu cresci

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Mãe, desculpe-me por todas as besteiras feitas por mim. Perdão pelo vaso de plantas quebrado, as paredes riscadas… Lembro-me das vezes onde eu fazia presentes na escola e entregava a você, com todo amor e carinho. Também recordo das broncas que eu levei, teus carinhos e beijos mais doces do mundo. Quando eu chorava na hora da entrada do colégio e contava todos os segundos possíveis até chegar à saída. E ia correndo encontrar seus braços… E as apresentações de Dia das Mães da escola, que eu ficava bem no fundo cantando, cheio de vergonha. 

Inúmeros momentos. Com o tempo não fui cabendo dentro daquela blusa pequenina. Cresci e me desenvolvi. Tu sempre estavas ao meu lado. Nas minhas loucuras de adolescente, nos meus dias inteiros trancado no quarto, também quando precisei mais de você. Nunca esquecerei dessas nuances, pois sinto tanta falta. Queria ter a oportunidade de voltar no tempo e reviver isso tudo.

Como disse, cresci. Minhas asas já se abrem sem medo do vento e acredite: não tenho receio de voar. O problema é crescer num ninho e ter de desapegar-se dele. Com certeza, pedaços levarei comigo. Eu voo, voo por aí, mas tenho saudades das minhas origens. Quem dera, por acaso desta vida, tu fosses eterna. Não conheço um coração tão puro quanto o seu. Mesmo velho, ainda sou seu filho. Tenho saudades.

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