Sobrepeso

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Talvez esta folha que caiu ao meu colo, neste momento, possa me dizer algo. Uma coisa entalada dentro das bocas mais caladas. Ou, ela só queira repousar ao chão, e o vento trouxea até mim, por uma coincidência qualquer. Me entregou lembranças. Mesmo assim, prefiro me apoiar na primeira hipótese. Verdade seja dita, estou pesado demais. Tão consistente, a ponto de não poder mais me locomover pela estrada da vida. Fixo aqui, estirado ao chão, feito carne podre esperando ser consumido por uma bela grande árvore qualquer. Cansado apenas de carregar tudo isto, fadigado de levar pessoas comigo, justamente quem tira ainda mais minhas forças.

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Pela metade

Uma vez me disseram que o amor não presta, algo feito só para fazer as pessoas se afogarem num mar de lágrimas… Talvez essas águas não são de origem certa. E se você, na verdade se entregou precipitadamente a alguém indeciso e, para encobrir sua falta, põe culpa no próprio sentimento. Ora, o problema pode estar sendo carregado por vós. E na verdade, basta apenas fazer uma peneira. Decerto, não estou lhe dizendo para fechar as portas de suas moradas. Expulsar qualquer nova visita, deixar somente a penumbra entrar nas partes mais úmidas, quando o calor da luz solar poderia acabar com esta fase obscura de dizer sobre algumas coisas não valerem a pena.

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Etcetera

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Morreu. Faleceu quem um dia despertou algo em mim e hoje em dia, nem uma luz do meu encanto acende. Na autópsia, foi declarada falência múltipla dos sentimentos. Não havia mais o que fazer, todo o interior já estava contaminado pelo desamor. Tomou o último suspiro nesta fria tarde, nada tive nada mais a fazer. Não havia contraceptivo, além da partida.  Continuar lendo “Etcetera”

Sobre o amor

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Em existência, decerto, consigo pouco imaginar um ser sem amor. Seria pútrido seu interior, contaminado da doença mais avassaladora que alguém possa ter: o desgosto. Estaria fadado ao intenso mau prazer. Um coração não pulsa sem ternura. Pararia–se o músculo, hoje em dia, da pedra mais dura (sendo num tempo atrás, duma carne bem macia, cheia de prazer).

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Leve somente o necessário

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Na hora de escolher o que levar em sua bagagem, leve somente o necessário. Aquilo que não pesará na sua vida. Saiba que tu carregarás isso por um curto ou longo tempo. É bem difícil separar o útil do fútil, mas, é necessário. Pois às vezes, enchemos tanto nossas malas com coisas que não usaremos, que nem dá para fechar. E não adianta pular em cima para comprimir ou sentar que não fecha. Basta abri-la e fazer uma peneira. Afinal, o que levar? O que te faz bem! Sim, aquilo que faz-te respirar com aquele semblante de alívio. Nem que seja um item, feche a mala. Ou ainda, nem que você não leve nada e vá guardando as coisas pelo caminho, vá sem medo, apenas vá!

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Não se apegue demais à pessoas que merecem de menos

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O mundo precisa de mais reciprocidade. Algumas pessoas não dão certo valor aos nossos afetos. Desmerecem todo carinho e no final, quem acaba magoado, ilhado por lágrimas são as pessoas que se entregam demais a quem não deve. Nessa vida precisamos de um filtro para cada pessoa. Mas também, é necessário a consciência de investir no certo alguém.

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Nada é para “todo sempre”

Imagem Tumblr/ “O Fim”

Meus pais se separaram quando eu tinha onze anos. Foi um baque. Estava eu acostumado a ter sempre os dois juntos. Entretanto, refleti. Nada é para sempre.

Investimos tanto na questão do amor. Fazemos os melhores planos. Os melhores momentos guardamos para vida, imaginamos uma união que seja eterna enquanto dure. Nos apegamos tanto que às vezes esquecemos que tudo um dia se acaba. Em alguns momentos, as coisas mudam e ficamos aqui, reféns de toda situação.

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