“Sua chamada está sendo encaminhada à Caixa Postal”

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Eu tive inúmeras opções antes de desligar o telefone, estava com incontáveis escolhas, sem essas mesmas me levarem a lugar algum. Só fiquei plantado feito uma árvore e, de pernas cruzadas, ouvindo a uma voz que mesmo falando, continua sem som no meu interior. Decidi e prometi a mim mesmo: não iria mais derramar uma gota sequer dos meus olhos, por quem pouco vale enorme batalha. Este confronto de lados opostos e unidos concomitantemente (eu e eu). No cerne deste tabuleiro, estarias tu, arbitrando à guerra de maneira triunfante. Continuar lendo “Sua chamada está sendo encaminhada à Caixa Postal”

Nada é para “todo sempre”

Imagem Tumblr/ “O Fim”

Meus pais se separaram quando eu tinha onze anos. Foi um baque. Estava eu acostumado a ter sempre os dois juntos. Entretanto, refleti. Nada é para sempre.

Investimos tanto na questão do amor. Fazemos os melhores planos. Os melhores momentos guardamos para vida, imaginamos uma união que seja eterna enquanto dure. Nos apegamos tanto que às vezes esquecemos que tudo um dia se acaba. Em alguns momentos, as coisas mudam e ficamos aqui, reféns de toda situação.

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Tempo para ser novamente

O tempo cura feridas, mas deixa cicatrizes que a vida não apaga. O tempo não voa, mas se você ficar parado perde o trem… Dar tempo ao tempo é adiar o que se pode fazer hoje e concertar os erros antes que se quebrem. Parar no tempo é rebobinar o relógio da vida, girando os ponteiros com dor no peito.

A saudade aperta sem dó. Abre feridas e costuram a pontos dolorosos. Nas lembranças de nossas loucuras de infância, a doce criança e encorajada que você era e nas memórias de dias melhores.

“Eu quero ser astronauta, ser médico, bombeiro, policial…” Você, hoje em dia é realmente o que queria ser? Será que aquela criança que era o eu de hoje em dia, sentiria orgulho de você, ou, de tantas desilusões suas, sairia correndo como uma fuga de seus medos? Questões que amedrontam…

Antes, medo de escuro, ficar sozinho e na extinção de brinquedos e brincadeiras. Hoje, a escuridão é a vida, estar só é a carência e solidão de amor e o fim de nossos apegos…

Faça que as feridas se fechem sendo mais feliz que pinto no lixo, mais completo que um livro publicado e mais liberto que passarinho… O guri passando nunca mais voltará e nem borrachas mais caras poderão apagar. Entretanto, seu enredo pode ser mudado nos dias de hoje. Uma nova história pode ser escrita à lápis com pontas mais afiadas de uma roca de fiar, e “não deixe que segurem a caneta quando escrever sua história”.

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Tempos Passados Talvez Voltem